Preparamos este projeto como se fôssemos fazer isto para sempre

O Serviço Social da Fundação Salesianos (SolSal), em Lisboa, criou um projeto destinado à integração e autonomização de famílias refugiadas – D.Bosco Hoje – desde que, em outubro de 2015, a Fundação se disponibilizou a acolher refugiados, seguindo o apelo do Papa Francisco.

“Esta intervenção nasce do longo trabalho que a Fundação Salesianos desenvolve há vários anos, em especial com jovens e famílias com menores. Decidimos inscrever-nos na Plataforma de Apoio aos Refugiados e, em março de 2016, acolhemos um casal sírio com três filhos de três, seis e oito anos. Procuramos de imediato encontrar as ferramentas para trabalhar com eles, porque esta era uma população nova para nós. Tivemos de fazer muita pesquisa para encontrar a melhor maneira de lidar com as diferenças culturais e tivemos de ter muita criatividade, principalmente porque não falamos a mesma língua e o tradutor não está lá 24 horas por dia.

 

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Helena, Mariam e Alexandra

spaceAs crianças ficaram numa das escolas da Fundação, conseguimos arranjar professores de português que se deslocassem à casa que entretanto lhes preparamos e trabalhamos no sentido de criar protocolos com várias entidades do concelho. Encaramos este projeto e preparámo-lo como se fôssemos fazer isto para sempre. É este o espírito dos Salesianos.

Tentamos trabalhar para a qualidade de vida destas famílias e criar, desde o início, uma relação de confiança com elas. Esta vai-se construindo com o tempo e nós, aos poucos, temos conseguido. Há uns tempos, a Mariam (mãe) disse-me a mim e à minha colega Helena, responsável pelo acompanhamento dos refugiados, “Alexandra e Helena são família” e tirou o véu.

Agora, a nossa preocupação é com a criança que está prestes a nascer. Irá chamar-se “Sara” que significa “aquela que traz esperança”. Será que tem alguma coisa a ver? Eu acho que sim!
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Alexandra Constantino, Técnica Serviço Social SolSal Lisboa

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